Amsterdã

Fiz um mochilão de 27 dias pela Europa, e foi maravilhoso!

Meu roteiro foi:

Amsterdã, Bruxelas, Florença, Pisa, Roma, Cinque Terre, Veneza, Paris e Barcelona.

Vou separar por cidades e por último falarei como organizei um mochilão.
Eu havia voltado de um intercâmbio de 2 anos, muitos planos mudaram, então Deus me deu esse presente incrível!

Amsterdã não estava no plano inicial, mas quando fomos comprar as passagens para Florença havia uma escala na cidade, já que voamos de KLM. Com isso resolvemos pesquisar se mudaria o preço caso estendêssemos a estadia e para nossa surpresa a diferença era mínima. Então, decidimos fazer uma escala de 4 dias em Amsterdã.

Depois de ler em alguns blogs de viagem que Bruxelas é super perto de Amsterdã e que valia a pena passar um dia lá, também não pensamos duas vezes e adicionamos a cidade ao circuito.

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O Amsterdam Airport Schiphol é enorme e bem organizado, por isso optamos por ir de trem até o hostel.

Compramos os tickets dos trens nos guichês e já pedimos uma ajudinha ao atendente que nos explicou qual trem deveríamos pegar e em qual estação descer.

Há opção de se comprar nas máquinas também, mas o pagamento é feito em moedas ou cartão, dica valiosa, guarde as moedas, muitas máquinas de transporte público na Europa só aceitam moedas.

A estação principal de trem, Amsterdam Centraal, ficava há poucos metros do nosso Hostel (Meeting Point), quando saímos da estação foi um choque, que cidade linda, tão charmosa e diferente, já ficamos apaixonadas!
Ver o canal, bicicletas estacionadas ao redor, construções antigas e um clima de final de primavera, bem gelada por sinal, me deixou anestesiada por alguns minutos, como se tudo aquilo não fosse real.

Amsterdã está definitivamente na minha lista de lugares que valem mais do que uma visita.

Onde ficar:

Nos hospedamos no Hostel Meeting Point. Escolhemos esse hostel pois o preço era acessível e muitos hostels já estavam esgotados, mas não sei se indico ou não! haha

A localização é perfeita, perto de tudo! Há poucas ruas da Red Light, 500 metros da estação de trem e diversos de bares e restaurantes ao redor, mas o hostel em si não é nada bonito ou confortável, a limpeza também era um tanto quanto duvidosa.haha

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Vista do quarto.
Não tem elevador, logo se sua mala for muito grande e pesada, você terá um problema.
Ficamos em dois quartos diferentes e ambos os banheiros eram compartilhados com todo o andar. Nas duas primeiras noites dividimos o quarto com mais 5 pessoas, a vista era linda para um dos canais, havia grandes armários que acomodavam nossas mochilas sem qualquer problema.
Durante nossa estadia fomos à Bruxelas por uma noite (leia aqui), portanto, quando voltamos para Amsterdã tivemos que trocar de quarto, o único quarto disponível era um com 18 pessoas, SIM, 18.
Vocês podem imaginar o que significa 18 pessoas num mesmo quarto? Bagunça, nossos companheiros de quarto estava literalmente fazendo uma festa no corredor. Não foi fácil dormir cedo, já que manhã seguinte tínhamos nosso voo para Florença.
Caso você queria economiza muito ou não ligar para muitas coisas, o Meeting Point é uma boa opção.

No quarto com 8 pessoas, pagamos 22 euros por noite (pessoa), já no de 18 o preço caiu para 18 euros.

Transporte:

Fizemos tudo a pé, só utilizamos o transporte público duas vezes, a primeira do aeroporto até a cidade, e a segunda foi do terminal de ônibus até o centro.

Amsterdã é uma cidade plana, então a melhor forma de aproveitá-la é caminhando. Mas pra quem quiser utilizar transporte público, esse blog explica como comprar os tickets e como funcionam as linhas.

O que fazer:

No primeiro dia resolvemos andar um pouco pela cidade e reconhecer a área e foi impossível não se encantar por cada ruazinha e claro os canais de Amsterdã.

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Fomos durante o verão, o que é ótimo, pois os dias são mais longos, em Amsterdã só escurecia por volta das 10 horas da noite. Ficávamos até confusas, pois havia sempre aquela sensação de que ainda era cedo.

Ficamos por volta de 2 dias na cidade, o que aviso desde já que não é o suficiente, acho que pelo menos 4 dias seria o ideal para realmente conhecer a cidade e visitar todos os lugares legais.

Não conseguimos visitar dois lugares que queríamos muito, o Museu do Van Gogh e Vondelpark.

Cruzeiro pelos Canais e Heineken Experience

Após uma breve caminhada pela cidade resolvemos utilizar nossos ingressos para fazer um Cruzeiro pelos Canais e o Heineken Experience.

Compramos nossos tickets no Brasil pelo Ticket Bar, nele é possível comprar combos de passeios e economizar tempo e dinheiro.

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O cruzeiro pelos canais é incrível, dura em torno de 1 hora e há áudios tour em diversas línguas, o que ajuda a conhecer um pouco mais sobre a história da cidade.

Pagamos 26 euros pelos dois passeios, economizamos 2 euros, não foi muito, mas qualquer economia é válida num mochilão.
Eu nunca tinha visitado uma fábrica de cerveja e achei sensacional. Durante a visita eles explicam o processo de fabricação da cerveja, a historia da marca, e claro, há degustações da cerveja!

Ao final do tour, cada ingresso da direito a 2 cervejas, que são retiradas no bar da fábrica. O ambiente é super legal e tem música.

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Anne Frank Huis

Visitar a casa da Anne Frank está na lista dos passeios obrigatórios em Amsterdã!

É impossível não se emocionar ao visitar o esconderijo dentro da casa.Pra quem não conhece a historia da Anne Frank, vale a pena googlar para entender melhor, mais para frente farei um post mais detalhado de cada passeio.

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Todos os ingressos online estavam esgotados meses antes, então o jeito foi acordar super cedo e encarar a fila, chegamos 1 hora antes do museu abrir, então a fila estava pequena. Portanto, a dica é, tentar comprar online meses antes, pois o museu é um dos mais visitado de Amsterdã e sempre tem filas quilométricas.Red Light District

Termine um dos dias na Red Light, pois as vitrines só são abertas no período noturno, tente ir quando começar a escurecer, pois é mais seguro.Não sei como explicar a Red light district, é preciso ver para entender algo tão diferente e inusitado.

O distrito da luz vermelha de Amstedã é famoso por suas vitrines de mulheres em trajes mínimos (trabalho legalizado no país) e casas de shows voltadas para o público adulto, mas ainda sim é possível encontrar todos os tipos de pessoas na rua, desde jovens, casais e idosos, afinal Red light District é um ponto turístico.
Não é permitido fotografar as vitrines, então siga a regra, caso não queira ter qualquer tipo de problema e ver seu celular voar para dentro do canal!

Bloemenmarkt

Bloemenmarkt é um mercado de flores, mas não qualquer mercado, é o maior mercado de flores flutuante do mundo.
Fundado em 1862, o mercado fica no centro de Amsterdam e é encantador, lá é possível encontrar todos os tipos e cores de tulipas, que são flores típicas da Holanda.
O mercado funciona de segunda a sábado, fique atento ao horário, pois ele fecha às 19:30.

Dam Square

A Dam Square está localizada no centro histórico de Amsterdã e é a principal praça da cidade.

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Ao redor da praça estão localizadas diversas atrações como o Royal Palace, que a antiga residência da família real holandesa e até hoje é utilizado pela família, também localizado ao redor da praça está o National Monument, um obelisco construído em homenagem a Segunda Guerra Mundial.

I Amsterdam

Todo mundo que vai a Amsterdã quer tirar foto na placa mais famosa da cidade. A missão mais difícil é conseguir tirar uma sem 400 pessoas que você nunca viu na vida!haha

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Localizada em Museumplein (Praça dos Museus), durante o verão as pessoas aproveitam para relaxar e aproveitar os dias de sol, mas também há dois famosos museus lá, o Rijksmuseum e o Van Gogh Museum.

Onde comer:

Confesso que esquecemos de seguir as dicas de lugares se comer em Amsterdã, mas descobrimos novos lugares sem querer.

Crepes & waffles

Desde o primeiro dia ficamos namorando a doceria Crepes & waffles, ela fica na rua do Hostel, mas nunca dava tempo de ir, por fim, no último dia reservamos um tempinho para ir comer um crepe e tomar um chocolate quente.

O crepe de nutella com morango é maravilhoso, com o chocolate quente então, fica uma combinação perfeita para o clima frio de Amsterdã.

Ellis Gourmet Burger

Descobrimos a hamburgueria Ellis Gourmet Burger no primeiro dia enquanto caminhávamos pela cidade e procurávamos um lugar para almoçar. Posso dizer que foi uma agradável surpresa comer ali.

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O restaurante fica em frente a um dos canais, por isso há mesas na calçada, como o dia estava gelado, mas o sol estava uma delícia, resolvemos comer ao ar livre.

Depois descobrimos que há vários Ellis Burger na Europa, então vale a dica pra quem quer comer um bom hambúrguer.

Cup a la Cake

No dia que fomos visitar a casa da Anne Frank, saímos do hostel muito cedo, mas estávamos famintas e todos os lugares no caminho estavam fechados, então resolvemos que uma ficaria na fila e as outras duas sairia pra procurar um lugar, por sorte achamos o Cup a la Cake.

O lugar é uma graça e eu juro que nunca comi uma baguete com manteiga e queijo tão boa na minha vida.

Pra quem gosta de doce, há diversas opções de bolos, cake pops e cup cakes.

Wok to Walk

Wok to Walk é um famoso fast food de comida Tailandesa, bem gostoso, barato e bem servido.

Seguindo a linha fast food, a comida é boa, mas não maravilhosa. É possível comer no local, que esta sempre cheio, ou pedir na caixinha para sair comendo.

Mas o mais legal do Wok to Walk é que você escolhe tudo o que vai no seu prato.

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Amsterdã é uma cidade incrível, que vai muito além da Red Light District e coffeeshops, como em toda a Europa, a cidade é cheia de histórias e pontos turísticos imperdíveis. Mais pra frente vou fazer um post mais detalhado de cada ponto turístico.
Na minha opinião a cidade merece 4 dias para ser visitada com calma.

 

Bruxelas

Fizemos uma passagem muito rápida por Bruxelas, como disse no post anterior sobre Amsterdam.
Ficamos na cidade menos de 2 dias, portanto, tivemos que escolher o que realmente queríamos ver.

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Como ir de Amsterdam para Bruxelas:

A Holanda faz fronteira com a Bélgica, ambos os países são pequenos, tornando o trajeto mais rápido e fácil.
Apesar da curta distância, há diversas opções de transporte entre os países, então você pode ir de trem, carro, avião ou ônibus.
Escolhemos utilizar o ônibus, pois era a opção mais barata. Fomos de Megabus, uma empresa que eu já conhecia e sempre utilizava nos Estados Unidos.
A viagem dura em torno de 3 horas e tem wifi, pagamos por em torno de 28 euros cada, ida e volta.
Em Bruxelas, a parada do ônibus é no centro da cidade, já em Amsterdã fica um pouco mais afasta, na estação P+R Zeeburg I (bondes elétricos – trams).

Bruxelas é uma cidade encantadora, cidade do chocolate, cerveja e estórias em quadrinhos.

Onde ficar:

Nos hospedamos no Brxxl 5, e após duas noites no hostel de Amsterdam (leia mais aqui), o Brxxl  parecia um hotel 5 estrelas.
Não dividimos o quarto e nem o banheiro, apesar de termos reservado um quarto compartilhado, demos sorte e nos colocaram em um só nosso.
Tudo era bem limpo, as camas confortáveis, televisão e o banheiro era muito bom também.
A localização é boa, fica perto da Boulevard Maurice Lemonnier, onde é possível encontrar cafés, mercados e lojas.
Pagamos 73 euros pelo quarto (para 3 pessoas, por noite), fizemos a reserva pelo Expedia. Que é uma boa opção pra quem quer pagar em real e usando o cartão de crédito.

O que fazer:

Não tínhamos muito tempo na cidade, separamos o que queríamos ver, mas ficamos bem relaxadas em relação ao roteiro, aproveitamos para andar tranquilamente pela cidade, se perder bastante e andar mais do que deveríamos! hahah

Do hostel, era possível ir a pé para quase todos os lugares, possibilitando aproveitar mais o local, paramos em mercados e quase enlouquecemos com os preços dos chocolates e cervejas.
Fica a dica, durante as viagens não perca a oportunidade de entrar em mercados, são bem diferentes dos nossos, sempre faço isso, acho que ajuda um pouco a entrar na cultura local.

Grand Place (Grote Markt)

Nossa primeira parada foi o Grand Place (Grote Markt), o ponto principal de Bruxelas, com sua arquitetura do século XVI e início do século XVII.
Desde de 1998 é Patrimônio Mundial da UNESCO, sendo considerada uma das praças mais bonita do mundo.

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Durante o bombardeio francês em 1695 boa parte dos monumentos foram destruídos e reconstruídos anos mais tarde.
A arquitetura é imponente e cheia de detalhes, apesar de ser uma praça, não há fontes ou plantas, mas sim grandes construções formando um quadrado,  tornando o Grand Place tão especial.

Manneken-Pis

Após aproveitar a Grand Place, seguidos para o Manneken-Pis, símbolo da história da cidade.
Manneken-Pis é uma mini estátua (58 centímetros de altura)  de um garotinho fazendo xixi, sim, isso mesmo.

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Feita em 1619 pelo artista François Duquesnoy, diversas lendas cercam Manneken-Pis. A mais famosa é que um pequeno menino apagou um incêndio na cidade com seu xixi, se tornando um herói.

Galerie Royales Saint-Hubert 

Próxima à Grand Place, a Galeria Hubert encanta por seu teto de vidro, que mais parece uma obra de arte.

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A galeria impressiona por suas vitrines, onde os chocolates são expostos como joias e claro que os preços acompanham o estilo das vitrines, mas vale a visita, mesmo que saia sem chocolates.

Palácio Real de Bruxelas

Construído em 1820, o palácio foi construído para ser residência oficial dos reis, mas atualmente e usado como escritório.

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Dica: Durante os meses de Julho a Setembro fica aberto à visitação gratuita.

O Parque de Bruxelas

Em frente ao Palácio Real, fica o Parque de Bruxelas, o maior parque público da Bélgica.
O parque é encantador, apesar do tempo nublado, continuava encantador.

Aproveite para caminhar tranquilamente pelo local, se quiser, fazer um piquenique e tirar lindas fotos.

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Jardin du Mont des Arts

No centro da cidade, próximo à estação central (Gare Centrale), fica o Jardin du Mont des Arts.
O jardim é belíssimo e dizem que tem uma vista linda da cidade, pena que no dia que fomos ia ocorrer um show na cidade, então havia um grande palco montado impedindo a visão.

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Onde comer:

L´Entree des Artistes

Fomos a esse restaurante por indicação de uma amiga, e apesar do preço, não me arrependo de ter seguido a dica.
L´Entree des Artistes está localizado em uma região com diversos restaurantes e quase em frente a Église Notre-Dame du Sablon.
O dia estava agradável para sentar nas mesas da calçada e apreciar uma boa comida e o ritmo da cidade.

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Pedimos Carbonnades à la Flamande, que é carne flambada na cerveja com batatas fritas, um dos prato típico da Bélgica. E claro, pedimos uma cerveja belga para completar o momento.

A conta saiu em torno de 17 euros para cada.


Maison Antoine

Distante do centro da cidade, o Maison Antoine é um dos lugares mais tradicionais e menos turístico para se comer batata-frita no cone.
A batata é maravilhosa e a maionese também, é nítido que o lugar é mais frequentado por locais, o que torna a experiência ainda mais legal.
Aconselho que utilize o ônibus ou taxi para ir até lá, fomos andando e não indico para ninguém fazer o mesmo. rs
O cone grande custava 3 euros e mais 1 euro pela maionese.

Haagen Dazs

Logo na entrada da Galerie Royales Saint-Hubert, fica a Haagen Dazs.
Há algumas regras para se sentar, é obrigatório pedir uma das sobremesas mais elaboradas e mais caras, é claro.
O mais engraçado é que todas as cadeiras ficam viradas para a rua, como se fossemos uma plateia.
Pedidos crepe com 2 bolas de sorvete, saiu em torno de 19 euros.

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Essas são as minhas dicas de Bruxelas, obviamente tem muito mais coisas para se fazer na cidade, pena que não ficamos tempo o suficiente para conhecer tudo.

Próximo post, vou falar sobre minha passagem de 10 dias pela Itália.
Quem quiser ler sobre Amsterdã, só clicar aqui.
Espero que vocês tenham gostado!
Beijos